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Clínica de Neuropediatria no Morumbi.

Fechamento precoce da fontanela (moleira)

Ao nascer, a cabeça do bebê é formada por vários ossos que não estão soldados entre si, mas unidos por zonas fibrosas, as suturas. Este fato permite que o crânio do bebê seja mais “flexível” e permita um parto normal, por exemplo. E são pelas suturas que o crânio do bebê cresce. As chamadas fontanelas ou “moleiras” são apenas os pontos de união das suturas, de forma que o crescimento do crânio não depende da fontanela. Sendo assim, uma fontanela maior ou menor/mais aberta ou mais fechada não necessariamente indica algum problema.

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As verdadeiras situações de doenças são as chamadas Cranioestenoses ou Craniosinostoses. Nestas, ocorre o fechamento precoce das suturas entre os diferentes ossos do crânio, resultando em diferentes formatos anormais da cabeça. São afecções congênitas que se iniciam durante o desenvolvimento embrionário, podendo aparecer de forma isolada ou integrando uma síndrome genética ou malformativa. Sua incidência é de 1 para 2000 nascimentos. Nestes casos, o diagnóstico precoce é essencial para que o tratamento correto seja instituído o quanto antes.

O importante é que, em toda consulta com o pediatra, o médico procure palpar as suturas, avaliar a forma do crânio, avaliar o desenvolvimento neurológico da criança e medir corretamente o perímetro cefálico, fazendo seu acompanhamento na curva de crescimento. O crescimento esperado do crânio no primeiro ano de vida é: de 0 a 3 meses: 2 cm por mês; de 3 a 6 meses: 1 cm por mês; de 6 a 9 meses: 0,5 cm por mês; de 9 a 12 meses: 0,5 cm por mês.

Em caso de dúvidas, exames de imagem como RX ou tomografia do crânio podem ser úteis para avaliação das suturas e fontanelas, além de avaliação de um especialista.