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Clínica de Urologia no Morumbi.
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Urologia

É uma especialidade que compreende as enfermidades que acometem o sistema genital masculino e o sistema urinário e glândulas adrenais de ambos os sexos, em adultos e crianças. O sistema genital masculino compreende a próstata, vesículas seminais, pênis, uretra, testículos e epidídimos. O sistema urinário em ambos os sexos é formado pelos rins, ureteres, bexiga e uretra. A diferença é que a uretra é mais longa no homem. Essa é uma especialidade clínica e cirúrgica responsável pelo diagnóstico e tratamento das enfermidades congênitas, adquiridas, tumorais, infecciosas, traumáticas e degenerativas destes sistemas. Além disso, a Sociedade Brasileira de Urologia percebeu que nos últimos anos, os homens que queriam cuidar de sua saúde e fazer exames preventivos, não sabiam que especialista procurar. Por isso, o urologista esta se transformando no médico de confiança do homem. Após uma consulta e exame clínico detalhado são solicitados os exames indicados para cada faixa etária, e conforme necessário, esse homem será encaminhado para outra especialidade. Tudo para facilitar a vida do homem de uma maneira prática e segura, fazendo o seu check-up anual e orientando-o da melhor maneira possível. Outra população que estava carente de ter seu médico de confiança, era o adolescente masculino, que com frequência ficava desamparado do ponto de vista médico, após deixar de frequentar o pediatra. O urologista em comunhão com os pais, tem como objetivo tornar-se o médico do adolescente masculino orientando-o no início da sua vida sexual, na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez precoce.

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• ALTERAÇÕES URINÁRIAS NA GESTAÇÃO

CISTITE: infecção bacteriana que acomete a bexiga da mulher durante a gravidez, acometendo 1 à 1,5% das gestantes. O risco para a mãe é de complicações como pielonefrite (infecção renal) e trabalho de parto prematuro, e para o feto de prematuridade. O diagnóstico é clínico com sintomas irritativos do trato urinário (dor para urinar e urgência miccional), dor supra púbica (em baixo ventre), hematúria (sangue na urina), urina concentrada e com odor forte. Os exames de urina e urocultura estão alterados, sendo tratado com antibiótico.

LITÍASE: presença de cálculo renal durante a gravidez, sendo mais comum no segundo e terceiro trimestres. As causas são o aumento da filtração renal durante a gravidez, que eleva as concentrações de ácido úrico, sódio e cálcio urinários, o que leva a uma maior absorção deste cálcio pelo intestino. Os principais sintomas são dor lombar em 90% dos casos, náuseas e vômitos e disúria (ardência pra urinar). A presença de febre é um sinal de complicação. O diagnóstico é feito pela história, exame físico, pelos exames laboratoriais (hemograma, ureia, creatinina, sódio e potássio, urina, urocultura com antibiograma), ultrassonografia das vias urinárias e ressonância magnética em casos selecionados. O tratamento é clínico com analgésicos, repouso, hidratação e antibióticos (em casos de infecção urinária associada) e cirúrgico com ureteroscopia e retirada do cálculo (quando ureteral) e passagem de cateter duplo J, quando necessário.

• CÂNCER DA PRÓSTATA

Neoplasia (tumor) maligna que acomete a próstata dos homens, principalmente após os 45 anos de idade. É uma doença que não apresenta sintomas, sendo que o diagnóstico é feito através do toque retal feito pelo urologista associado a dosagem sanguínea do PSA (antígeno prostático específico). Esta é uma proteína existente na próstata de homens saudáveis e doentes, que serve para liquefazer o sêmen logo após a ejaculação, facilitando a entrada dos espermatozoides no colo uterino da mulher. Na prática clínica é utilizado como método diagnóstico complementar das doenças da próstata (nas prostatite, infecção do trato urinário) e também como marcador tumoral no câncer da próstata. O PSA elevado não é significado de câncer pois seu resultado pode estar alterado em outras doenças dessa glândula e até após exames de toque retal, cistoscopia ou ultrassonografia transretal da próstata. O tratamento do câncer é preferencialmente cirúrgico, onde se realiza a prostatectomia radical com linfadenectomia pélvica (retirada dos linfonodos) que pode ser feita de forma convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica (ajudada por mãos mecânicas de robôs). Pode haver a necessidade de complementação por radioterapia, hormonioterapia e/ou quimioterapia. A melhor forma de prevenção é a consulta regular e anual com realização do exame preventivo. Os homens com antecedentes de câncer de próstata e/ou mama na família devem procurar o urologista à partir dos 40 anos de idade e sem estes antecedentes à partir dos 45 anos.

• CISTITE AGUDA NA MULHER

Inflamação superficial da mucosa da bexiga causada por infecção decorrente da penetração de bactérias. Os sintomas mais frequentes são ardência pra urinar (disúria), dor em baixo ventre, sangue na urina (hematúria), podendo ter febre e calafrios. O diagnóstico e feito pela história e exames de urina e urocultura com antibiograma. O tratamento é com antibiótico (geralmente do tipo quinolonas ou sulfa).

• CISTITE DE REPETIÇÃO NA MULHER

Caracteriza-se por recorrência do quadro após três episódios de infecção do trato urinário em um ano ou dois em seis meses e geralmente não se deve a alterações funcionais e anatômicas do trato urinário. É causada pelos agentes habituais do trato gastrointestinal (mais comum é a Escherichia Coli) e acabam por colonizar a região perineal, vaginal e uretral. Os sintomas são ardência pra urinar (disúria), dor em baixo ventre, sangue na urina (hematúria), podendo ter febre e calafrios. O diagnóstico é feito pelos sintomas, além dos exames de urina, urocultura com antibiograma e ultrassonografia para avaliação do trato urinário. O tratamento é com antibiótico (geralmente quinolonas ou sulfa), regular o ritmo intestinal em pacientes obstipados, hidratação visando um volume urinário em torno de 2 litros/dia, melhora da qualidade de vida (sono regular, alimentação balanceada e atividade física), vacina com Extrato de Escherichia Coli, utilização do suco de cramberry e antibiótico-terapia profilática (preventiva).

• CRIPTORQUIDIA

É uma das anomalias mais comuns do sexo masculino, ocorrendo em 3% dos recém nascidos a termo (com 9 meses) e em 30% dos recém nascidos prematuros, e caracteriza-se pela ausência do testículo na bolsa escrotal, sendo assintomático. O testículo pode estar no canal inguinal ou no abdome. E o diagnóstico é feito por ultrassonografia ou ressonância magnética. Espera-se que a descida espontânea dos testículos ocorra até os 6 meses de idade. Se não ocorrer, o tratamento pode ser baseado na estimulação hormonal com hcG ou GnRH. Se ainda assim não houver a descida testicular, deve-se realizar a intervenção cirúrgica pela cirurgia de orquidopexia (fixação do testículo na bolsa), devendo ser realizada preferencialmente até os dois anos de idade. Nos casos de testículos não palpáveis, deve ser realizada a Videolaparoscopia para a localização e reposicionamento.

• DEFICIÊNCIA ANDROGÊNICA DO ENVELHECIMENTO MASCULINO

Com o avançar da idade, o homem pode se defrontar com esta deficiência, que tem a baixa da libido e a disfunção sexual erétil como um dos seus sintomas. E mesmo os homens ativos sexualmente, podem ser vítimas desta disfunção, sendo portanto muito importante o acompanhamento durante o envelhecimento, não somente para fazer o exame preventivo do câncer de próstata mas também para manter a qualidade de vida sexual.
O tratamento geralmente é feito de forma hormonal.

• FIMOSE NA CRIANÇA E ADOLESCENTE

Incapacidade da retração do prepúcio (pele do pênis) que impede a exposição da glande. A causa em criança é congênita (do nascimento) e em adolescentes pode ser adquirida por balanopostites (infecções) de repetição abaixo da glande por acúmulo de urina e esmegma. O tratamento pode ser clínico com esteroides tópicos por 4 a 8 semanas e quando não há melhora, tem de ser realizada a cirurgia de postectomia (circuncisão-retirada do excesso de pele do prepúcio).

• HPV: PAPILOMA VÍRUS HUMANO NO HOMEM

Doença sexualmente transmissível conhecida como Condiloma Acuminato ou vulgarmente como “crista de galo”. A transmissão na grande maioria das vezes é por via sexual, e os sinais são o aparecimento de verrugas na região genital. O diagnóstico pode ser através do exame físico, onde a lesão pode ser reconhecida por ser bem típica (verrugas) ou pela peniscopia (exame que identifica as lesões suspeitas). O tratamento consiste na retirada e/ou cauterização das lesões que pode ser feita através de métodos químicos (ácido tricloroacético), elétricos (cauterização com bisturi elétrico) ou por laser de CO2. A prevenção é feita pelo uso de preservativo nas relações sexuais, pela vacinação, pela cirurgia de postectomia (circuncisão) que é recomendada em alguns casos e pelo Imiquimod (medicamento para a prevenção de recidivas).

• INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA MULHER

Perda involuntária de urina aos pequenos, médios ou grandes esforços, como ao tossir, espirrar, com atividade física, ou até em relação sexual. As causas mais frequentes são os antecedentes obstétricos (principalmente nos partos normais), idade (principalmente após a menopausa), obesidade, características familiares ou genéticas e cirurgias ou radioterapia pélvicas anteriores. O diagnóstico é feito através dos sintomas, do exame físico e pelo estudo urodinâmico (exame que mede o grau da incontinência). O tratamento pode ser com fisioterapia perineal (específica dos músculos da pelve e da vagina), perda de peso e nos casos mais avançados pode ser cirúrgico, com a cirurgia de suporte uretral com faixa (Slings).

• NEFROLITÍASE (CÁLCULO RENAL)

Doença vulgarmente conhecida como “pedra nos rins”. É causada principalmente por fatores genéticos (hereditários) e pela baixa ingesta de líquidos. Outras causas são o sedentarismo, imobilização prolongada, alguns medicamentos (diuréticos tiazídicos, indinavir), hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue como ocorre no hiperparatireoidismo e no uso de corticóides), infecções urinárias (bactérias desdobradoras da uréia como Proteus mirabillis, Klebsiella pneumoniae, Pseudômonas aeroginosa e Staphylococus). Os portadores de nefrolitíase podem ser assintomáticos, ou apresentarem dor tipo cólica na região dorsal ou flancos (na parte baixa das costas), associada a náusea e vômitos. O tratamento depende dos sintomas e do tamanho dos cálculos, podendo ser apenas com o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e aumento da hidratação. Em alguns casos, há a necessidade da realização de litotripsia extracorpórea, que é um método para fragmentação de cálculos de até 2,0 cm de tamanho, sendo não invasivo e realizado através de ondas eletromecânicas. Nos casos mais complexos, o tratamento é cirúrgico e corresponde à retirada ou fragmentação do cálculo e pode ser realizada de três formas:

• Ureterorrenolitotripsia flexível transureteroscópica à laser: método que consiste na fragmentação à laser e retirada dos cálculos renais através da uretra.

• Nefrolitotripsia percutânea: método endourológico que consiste na retirada de cálculos renais maiores que 2,0 cm através de punção e dilatação de incisão de aproximadamente 2,0 cm no dorso do paciente.

• Videolaparoscopia: método que consiste na retirada de cálculos geralmente localizados na pelve renal.
A prevenção é feita pelo aumento da ingesta hídrica visando um volume urinário em torno de 2 litros por dia, ingesta de frutas cítricas e diminuição da ingesta de sódio (principalmente salgadinhos e refrigerantes diets) e de proteína animal.

• URETEROLITÍASE

Cálculo de origem renal que desceu e impactou no ureter (órgão que comunica o rim à bexiga). Os sintomas são mais intensos que o da nefrolitíase, com dor tipo cólica de forte intensidade que inicia-se na região lombar mas pode irradiar-se para o abdome, com náuseas e vômitos, dor no testículo ipsilateral (mesmo lado do cálculo), na glande peniana no homem e na mulher na uretra e na parede vaginal anterior. O tratamento e a prevenção são os mesmos que o da NEFROLITÍASE.

• VARICOCELE

É a dilatação, o alongamento e a tortuosidade da veia espermática interna (plexo pampiniforme) dos homens levando a estase e/ou refluxo de sangue para as veias gonadais e transmitindo para o testículo ipsilateral (mesmo lado). Geralmente é unilateral e preferencialmente à esquerda. A causa é a incompetência ou ausência das válvulas da veia testicular, e os sintomas são a dilatação das veias do funículo espermático do lado acometido e com dor (orquialgia) principalmente no final do dia. O diagnóstico é pelo exame físico e pela ultrassonografia com doppler dos testículos. O risco desta patologia é a infertilidade e a hipotrofia testicular (redução do testículo). O tratamento é baseado no acompanhamento clínico com exames de ultrassonografia escrotal, avaliação hormonal e espermograma (em homens maiores de 18 anos) anualmente, sendo em alguns casos tratado de forma cirúrgica com microcirurgia.

• VASECTOMIA

Método cirúrgico contraceptivo definitivo que consiste na ligadura dos ductos deferentes do homem. É uma cirurgia regulamentada por lei, ou seja, é necessário um período de 2 meses entre a manifestação do desejo do casal até a data da cirurgia. Pode ser feita em ambiente hospitalar ou em clínicas que possuam autorização para a realização de procedimentos cirúrgicos, com anestesia local ou sedação, sendo a alta hospitalar 2 horas após o procedimento. O pós-operatório é simples e o retorno às atividades do cotidiano é precoce. A atividade sexual pode retornar após 1 semana da cirurgia, mas ainda com método contraceptivo, até a realização do exame de espermograma após 2-3 meses da cirurgia, pois este é o tempo que demora para que todos os espermatozoides saiam de dentro do ducto deferente. A segurança do procedimento é de 99,9%, pois uma em cada 2.000 cirurgias apresentam reversão espontânea da cirurgia.

A reversão da cirurgia de vasectomia consiste na recanalização dos ductos deferentes que são religados. É uma microcirurgia realizada em ambiente hospitalar. A eficácia é maior, quanto menor for o tempo decorrido da cirurgia.