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Estudo comprova perfil de segurança da vacina contra o HPV

De acordo com a  presidente da Comissão de Vacinas da Febrasgo, Nilma Antas Neves, existem evidências globais sobre a eficácia da vacina, e as mães devem estimular as filhas à imunização, pois é antes da vida sexual que se tem a produção de anticorpos que ajudam a proteger por um período maior.

HPV

Estudo feito com mais de 780 mil adolescentes meninas e mulheres entre 10 e 44 anos da Dinamarca e da Suécia, durante 7 anos, comprovou que a vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV) não está associada à esclerose múltipla, como tem sido descrito em alguns relatórios sobre assunto. A vacina tem um perfil de segurança global favorável contra o HPV. Em todo o mundo já foram aplicadas mais de 180 milhões de doses da vacina, com excelente perfil de segurança. Nos Estados Unidos, o Center for Disease Control and Prevention (CDC) avaliou cerca de 22 mil eventos adversos temporalmente relacionados à vacinação, após a administração de mais de 67 milhões de doses (incidência de 0,03%), sem constatação de relação de causalidade de males à saúde com a vacinação.

Sem Efeitos Graves – A vacina quadrivalente pode causar efeitos leves como dor e vermelhidão no local da aplicação, febre e cefaléia, mas sem associação causal com efeitos adversos graves. E esses efeitos leves são reversíveis em dois a três dias. Não foi comprovada a associação de causa e efeito entre alguns problemas graves relatados e a vacina contra HPV. O Comitê Consultivo Global em Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde revisou recentemente as informações de segurança das vacinas contra HPV e essa associação causal não foi observada.

Algumas mães ainda ficam receosas sobre a indicação da vacina, ao temerem que estejam estimulando as filhas à atividade sexual. Mas, o foco da vacinação são as adolescentes antes do início da atividade sexual, porque ainda não tiveram contato com o vírus e, portanto, a vacinação terá maior custo-benefício. Além desse objetivo, sabemos que a melhor faixa etária para a vacinação contra HPV é de 9 a 13 anos, porque nessa fase a vacina é mais imunogênica, ou seja, estimula maior produção de anticorpos, que podem ser importantes para a eficácia e proteção por um período maior de tempo. Vale reforçar que as adolescentes que não tomaram a segunda dose da vacina na Campanha devem procurar algum posto de saúde para completar a vacinação, porque somente assim estarão protegidas.

Proteção no Futuro – A vacinação é uma ferramenta de prevenção primária que protege para os dois principais tipos de HPV relacionados ao câncer de colo de útero, com proteção para cerca de 70% dos casos. O impacto real da diminuição da ocorrência de câncer somente será observado nas próximas décadas, mas é preciso começar a vacinação agora, para que haja menos incidência da doença no futuro.
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